Dra. Camila Lobo Especialista em Dor

Dor no Quadril Lateral (Bursite Trocantérica): PRP ou Corticoide?

A bursite trocantérica é uma das causas mais comuns de incômodo na face lateral do quadril. A dor costuma piorar ao cruzar as pernas, deitar sobre o lado afetado, subir escadas ou correr. O diagnóstico é, em grande parte, clínico e a maioria dos casos melhora com medidas conservadoras em até três meses.

Este guia explica quando escolher infiltração para alívio rápido ou terapia com plasma rico em plaquetas para efeito possivelmente mais duradouro. Aqui você encontrará vantagens, limitações e segurança de cada abordagem, além de orientações sobre fisioterapia, gelo, analgésicos e treino de fortalecimento.

Também descrevemos sinais típicos, quando solicitar exames por imagem e o papel da injeção diagnóstica guiada por ultrassom. Em casos crônicos, mostramos opções como ondas de choque e, raramente, procedimentos cirúrgicos.

Precisa de avaliação especializada? Agende uma consulta agora mesmo com a Dra. Camila Lobo, especialista em dor: https://form.respondi.app/IUmkgEkg.

Principais conclusões

  • A maioria responde bem ao tratamento conservador dentro de 3 meses.
  • Infiltração pode oferecer alívio rápido; PRP visa melhora duradoura em casos crônicos.
  • Ultrassom ajuda a guiar terapias e confirmar tendinopatia associada.
  • Reabilitação ativa é essencial para reduzir recidivas.
  • Consulte um especialista para plano individualizado e seguro.

Visão geral: o que é bursite trocantérica e por que ela causa dor na região lateral do quadril

A interação entre tendões glúteos, fáscia lata e a bursa explica a maioria dos quadros de queixa na face lateral. A bursa localizada entre os tendões do glúteo e o trocânter maior serve como um amortecedor; quando inflama, passa a gerar dor na região lateral quadril e na face superior da coxa.

Bursas, trocânter maior e a síndrome do grande trocanter

A SDGT (ou GTPS) reúne a inflamação da bursa e tendinopatias dos glúteos médio e mínimo. Essa combinação justifica sintomas persistentes e sensibilidade localizada, muitas vezes associada a ressalto mecânico.

Glúteos médio, mínimo e fáscia lata

Os músculos glúteos médio e mínimo estabilizam a pelve. Quando estão fracos ou sobrecarregados, aumentam a pressão sobre a bursa e perpetuam o problema.

A fáscia lata pode comprimir o trocânter maior e aumentar o atrito, contribuindo para irritação crônica.

Diferença entre bursas e localização dos sintomas

A bursa do iliopsoas fica mais à frente; sua inflamação costuma causar desconforto na virilha, especialmente ao flexionar o quadril. Identificar a chamada bursa predominante orienta o tratamento e as estratégias de reabilitação.

  • Fisiopatologia: microatratos repetitivos, desequilíbrios musculares e, às vezes, trauma direto.
  • Abordagem prática: fortalecer abdutores e reduzir carga mecânica lateral.

Para leitura complementar e dados técnicos sobre a bursa trocantérica, consulte a página da sociedade especializada: bursa trocantérica – SBQ.

Sinais e sintomas: quando a dor lateral do quadril sugere bursite

Os sintomas na face externa do quadril orientam o profissional sobre a origem do problema. A queixa clássica é aumento da sensibilidade ao deitar lado afetado e ao cruzar pernas, com desconforto bem localizado sobre o trocânter maior.

Palpação dolorosa sobre o ponto ósseo sugere envolvimento da bursa e dos tendões glúteos. Movimentos contra resistência na abdução costumam agravar o quadro em fases ativas.

Atividades que sobrecarregam a área — subir escadas, correr ou caminhar longas distâncias — aumentam a intensidade da dor. Permanecer por longos períodos sentado ou em pé também mantém a compressão e prolonga os sintomas.

É comum haver irradiação para a face lateral da coxa, sem dor profunda na virilha. Queixas noturnas e dificuldade para dormir sobre o lado afetado prejudicam o sono e a qualidade de vida.

  • Marcador clínico: piora ao deitar lado afetado.
  • Sinal objetivo: sensibilidade localizada ao toque do trocânter.
  • Gatilhos comuns: cruzar pernas, escadas, corrida e longos períodos de pé ou sentado.

Importante: relate todos os sintomas ao especialista para exame físico direcionado e plano de tratamento individualizado.

Causas e fatores de risco: sobrecarga mecânica, trauma e outras patologias associadas

A origem desse problema costuma ser multifatorial, com componentes de sobrecarga mecânica, microtraumas repetitivos e desequilíbrios musculares. Atividades de impacto prolongado e hábitos posturais elevam a tensão sobre a bursa e tendões glúteos.

Perfis típicos

Corredores somam casos por overuse e longas corridas. Já pessoas sedentárias de meia-idade apresentam fraqueza dos estabilizadores e padrões posturais que favorecem a sobrecarga.

Desequilíbrios e patologias associadas

Alterações na postura, discrepância do comprimento dos membros e alterações da marcha aumentam estresse local. Trauma direto, agudo ou repetitivo, pode iniciar inflamação persistente.

Doenças reumatológicas (como artrite reumatoide, pseudogota) e problemas da coluna figuram entre outras patologias que devem ser investigadas.

Por que não é artrose

É essencial diferenciar de artrose quadril. A artrose costuma causar queixas centrais na virilha e rigidez intra-articular. Já a apresentação lateral tem relação maior com as estruturas periarticulares.

  • A causa bursite no quadril é multifatorial e inclui sobrecarga, microtrauma e desequilíbrio muscular.
  • Fatores hormonais e anatômicos tornam mulheres mais suscetíveis.
  • Educação sobre mudanças de atividades e fortalecimento previne recorrências.
FatorComo contribuiPerfis comunsIntervenção inicial
Overuse (corrida)Microtrauma repetitivo sobre tendõesCorredores de longa distânciaRedução de volume e treino de força
Hábitos posturaisCompressão noturna e atritoPessoas sedentárias, cruzam pernasEducação postural e posicionamento
Trauma diretoInflamação localizadaQuedas, impactoAvaliação clínica e imagem se necessário
Doenças sistêmicasInflamação metabólica ou depósitoArtrite, pseudogotaInvestigação reumatológica

Diagnóstico preciso: exame clínico e exames de imagem

Um diagnóstico preciso combina exame físico dirigido e exames de imagem selecionados para confirmar a origem da queixa.

Exame físico e testes provocativos

No exame, a palpação do trocânter maior reproduz a dor e orienta para a região do quadril.

Testes como abdução contra resistência e posições que comprimem a bursa ajudam a confirmar a hipótese.

Ultrassom, radiografia e ressonância magnética

Radiografia simples é útil para excluir fraturas, artrose avançada e esporões ósseos.

Ultrassom avalia partes moles, mostrando espessamento, líquido na bursa e tendinopatias glúteas.

Ressonância magnética é o padrão-ouro para detectar inflamação, edema e possíveis rupturas tendíneas.

Injeção diagnóstica com anestésico

A injeção de anestésico diretamente na bursa trocantérica, realizada em consultório médico ou no próprio consultório do especialista, tem valor diagnóstico.

Se houver alívio imediato, confirma-se a origem trocantérica e o plano de tratamento fica mais específico.

  • Diferenciais como dor referida da coluna, sacroilíaca e outras patologias devem ser excluídos.
  • Documentar achados facilita acompanhamento e decisões terapêuticas em casos persistentes.
ProcedimentoO que avaliaIndicaçãoImpacto no tratamento
Palpação e testesSensibilidade e funçãoTodos os casosGuiam conduta inicial
RadiografiaOssos e esporõesSuspeita de artrose/traumaDescarta causas ósseas
UltrassomBursas, tendões, líquidoAvaliar partes molesOrienta infiltrações e fisioterapia
RessonânciaEdema, roturas tendíneasCasos complexosDefine necessidade de cirurgia

Pilares do tratamento não cirúrgico: hábitos, gelo, medicamentos e fisioterapia

O tratamento conservador se apoia em medidas práticas que reduzem a carga e promovem recuperação funcional. Ajustes no dia a dia, perda de peso quando indicada e evitar posições compressivas são passos iniciais simples.

Analgésicos e anti-inflamatórios: quando ajudam e limitações

Medicamentos como dipirona e paracetamol aliviam sintomas. Anti-inflamatórios (cetoprofeno, celecoxibe, diclofenaco, meloxicam) podem ser úteis por curto prazo.

Importante: essas drogas facilitam a progressão da reabilitação, mas devem ser prescritas e monitoradas pelo médico.

Fisioterapia: analgesia, liberação miofascial, fortalecimento e propriocepção

Na fisioterapia, inicia-se com TENS e ultrassom para analgesia e redução de edema. Em seguida, alongamentos e liberação miofascial diminuem o atrito sobre a bursa trocantérica.

Depois, progride-se para fortalecimento dos glúteos, coxa e core e treino de propriocepção para estabilizar a pelve.

Treino de marcha, escadas e retorno gradual às atividades

O retorno é gradual: marcha, subir escadas, agachamentos e corrida leve só após ganho de força e controle neuromuscular.

  • Base do tratamento: ajuste de hábitos, controle de carga e gelo.
  • Educação: evitar cruzar as pernas e deitar sobre o lado afetado acelera a recuperação.
  • Prognóstico: a maioria casos melhora em 8–12 semanas com programa adequado.

Reavaliações periódicas permitem adaptar o plano ao progresso do paciente e introduzir estratégias de prevenção para reduzir recidivas.

Dor no quadril lateral (bursite trocantérica): PRP ou corticoide?

Escolher entre alívio imediato e recuperação sustentada exige avaliação clínica e metas do paciente. Em quadros agudos, uma infiltração pode permitir progresso rápido na reabilitação. Já terapias regenerativas buscam reduzir recidivas e melhorar a qualidade funcional a longo prazo.

Como age o corticoide: alívio rápido da inflamação e dor

A injeção com corticoide reduz rapidamente a inflamação bursa e a dor, facilitando sono e exercícios. Procedimento simples, pode incluir anestésico para confirmar o local. Repetições devem ser limitadas para proteger tendões e tecidos moles.

Como age o PRP (plasma rico em plaquetas): reparo tecidual e efeito mais duradouro

Plasma concentrado utiliza plaquetas do próprio paciente para estimular reparo tecidual. O efeito costuma surgir mais lentamente, mas pode ser mais duradouro quando há tendinopatia dos glúteos médio mínimo associada.

Duração do alívio, segurança e quando escolher cada um

A resposta ao corticoide é rápida e frequentemente temporária. O plasma tende a prolongar o benefício em casos crônicos. A escolha considera tempo de sintomas, achados de imagem e objetivos funcionais.

Guias por ultrassom: precisão na bursa trocantérica e tendões glúteos

Ultrassom aumenta precisão e segurança das infiltrações, seja com corticoide ou com plasma. A orientação visual reduz riscos e melhora acerto entre bursa trocantérica e tendões glúteos médio mínimo.

  • Indicação prática: usar corticoide em crises que impedem reabilitação; optar por plasma quando busca-se reparo sustentado.
  • Combinação ideal: infiltração guiada + fisioterapia específica para otimizar força e controle de carga.
CritérioCorticoidePlasmaComentários
Início do efeitoRápido (horas/dias)Gradual (semanas)Escolha conforme urgência e meta funcional
Duração do benefícioCurta a médiaMédia a longaPlasma tende a reduzir recidivas
Risco principalLesão tendínea se repetidoDesconforto local / variabilidadeTécnica e frequência controlam riscos
Uso idealCrise aguda, facilitar fisioterapiaCasos crônicos com tendinopatiaUltrassom recomendado em ambos

Se deseja discutir qual opção se encaixa melhor no seu caso, agende uma avaliação com a Dra. Camila Lobo no link: https://form.respondi.app/IUmkgEkg.

Infiltrações no quadril com segurança: indicações, limites e combinação com reabilitação

A escolha pela infiltração deve considerar objetivo terapêutico, segurança e plano de reabilitação. Em muitos casos essa intervenção facilita o progresso nas sessões de fisioterapia.

Testes terapêuticos com anestésico e uso criterioso

O teste com anestésico na bursa funciona como prova diagnóstica. Se o alívio for imediato, confirma origem e orienta o próximo passo do tratamento.

O corticoide reduz inflamação e melhora mobilidade, mas exige indicação clara e limites de repetição para proteger tendões e tecidos.

Frequência e limites para proteger estruturas

Como regra prática, considerar até quatro infiltrações por ano, variando conforme substância e quadro clínico. Intervalos adequados reduzem risco de fragilização.

A técnica estéril em consultório médico, preferencialmente guiada por ultrassom, aumenta precisão e segurança. Também é possível realizar o procedimento no próprio consultório médico quando há estrutura adequada.

  • Indicações: dor persistente que limita fisioterapia, falha de medidas conservadoras e imagem compatível.
  • Cuidados: repouso relativo, gelo local e retorno gradual aos exercícios.
  • Complemento: a infiltração é parte do tratamento; o sucesso depende da reabilitação progressiva.

Para discutir opções seguras e realizar o procedimento no próprio consultório, agende avaliação com a especialista: 10 perguntas sobre infiltração.

Agende uma consulta com a Dra. Camila Lobo e receba orientação personalizada para cada caso de bursite quadril.

Quando considerar ondas de choque e tratamento cirúrgico

Em casos que não respondem às medidas conservadoras, existem opções intermediárias antes de avançar para o tratamento cirúrgico.

Terapia por ondas de choque em quadros crônicos

Ondas de choque percutâneas podem estimular cicatrização e neovascularização. São indicadas quando persiste sintoma apesar de fisioterapia, controle de carga e infiltrações adequadas.

O mecanismo proposto envolve microestímulos que promovem reparo tecidual e melhora da vascularização local. A seleção considera duração dos sintomas, achados de imagem e metas funcionais do paciente.

Indicações e limites do tratamento cirúrgico

O tratamento cirúrgico é reservado para casos refratários após falha documentada do conservador por tempo adequado.

  • Bursectomia remove a bursa espessada e reduz a fonte de atrito.
  • Alongamento da fáscia lata diminui compressão sobre o trocânter.
  • Quando há lesão dos tendões glúteos, realiza-se reparo tendíneo por via aberta ou artroscópica.

A decisão é compartilhada entre equipe e paciente, alinhando expectativas e tempo de retorno às atividades. A reabilitação pós-operatória foca controle de edema, manejo da dor e progressão para fortalecimento.

Importante: a maioria dos casos melhora com tratamento não cirúrgico, por isso essa forma deve ser priorizada inicialmente. Para mais informações sobre a bursite trocantérica e opções conservadoras, consulte o link.

Prevenção e prognóstico: como evitar recorrências e o que esperar da recuperação

Prevenir recidivas passa por ajustar cargas diárias e fortalecer músculos que sustentam a pelve. Medidas simples reduzem o risco de retorno e ajudam o paciente a voltar às atividades com segurança.

Evitar impacto prolongado, ajustar hábitos e manter condicionamento

Controle de carga é fundamental: evite atividades de alto impacto por longos períodos e adapte o treino para proteger a região lateral quadril.

  • Corrija hábitos: não deitar lado afetado e evite cruzar pernas durante o dia.
  • Mantenha alongamentos e condicionamento para glúteos e core, por exemplo pilates ou fortalecimento funcional.
  • Controle de peso e escolha calçados adequados para reduzir a sobrecarga mecânica.
  • Planeje pausas e variações posturais se precisar ficar por longos períodos em pé ou sentado.

Quanto tempo para melhorar: expectativa realista

A maioria casos responde bem ao tratamento conservador em cerca de três meses. A melhora costuma ocorrer em semanas, com progressão gradual das atividades.

Retorne às tarefas de forma progressiva e observe sinais de sobrecarga. Reforçar exercícios de estabilidade reduz o risco de nova inflamação na mesma região.

“Prevenção é tão importante quanto o tratamento: pequenas mudanças evitam novas crises e preservam a função.”

Para um plano preventivo personalizado e supervisão adequada, agende sua avaliação com a Dra. Camila Lobo: https://form.respondi.app/IUmkgEkg.

Agende sua avaliação especializada agora

Uma avaliação clínica dirigida identifica o mecanismo do problema e define metas práticas de recuperação. A abordagem prioriza segurança, alívio funcional e progresso nas terapias.

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Para leitura complementar sobre quadril bursite, veja material técnico: informações práticas. Conheça também o perfil profissional da especialista: Dra. Camila Lobo.

Conclusão

Conclusão

Fechamos com orientações práticas para manejo da bursite trocantérica e da síndrome do grande trocânter. A maioria dos casos melhora com diagnóstico clínico correto, educação postural e fisioterapia estruturada.

Corticoide traz alívio rápido, quando necessário; o plasma (opção não cirúrgica) pode promover reparo e benefício mais duradouro em trochanteric bursitis com tendinopatia glútea. Ondas de choque e, em último caso, tratamento cirúrgico seguem em casos refratários.

Procedimentos guiados por ultrassom aumentam segurança no treatment trochanteric. Procure avaliação especializada para alinhar expectativas, evitar recidivas e retomar atividades com proteção da região lateral e das pernas.

FAQ

O que é a síndrome dolorosa do grande trocânter (GTPS) e como se relaciona com a bursa trocantérica?

A GTPS é um quadro clínico que engloba inflamação da bursa trocantérica e/ou alterações dos tendões glúteos médio e mínimo. A bursa é uma pequena bolsa que reduz atrito entre tendões e o osso (trocânter maior). Quando inflamada, provoca dor na região lateral do quadril, sensibilidade à palpação e desconforto ao deitar sobre o lado afetado.

Como diferenciar inflamação da bursa trocantérica de bursite do iliopsoas?

A localização da dor orienta o diagnóstico: a bursa trocantérica causa dor lateral do quadril e sensibilidade no trocânter; a bursa do iliopsoas gera dor na região inguinal anterior. Exame físico e imagem (ultrassom ou ressonância) esclarecem a origem e guiam o tratamento.

Quais sinais e sintomas mais comuns sugerem inflamação na região lateral do quadril?

Dor ao deitar sobre o lado afetado, desconforto ao cruzar as pernas, dor à palpação do trocânter e piora em atividades como subir escadas, correr ou ficar longos períodos em pé ou sentado. Rigidez e limitação funcional também podem ocorrer.

Quais são as causas e fatores de risco para esse problema?

Sobrecarga mecânica repetitiva, trauma direto no trocânter, alterações posturais, discrepância de comprimento de membros, esporte de impacto e doenças reumatológicas elevam o risco. Tanto corredores quanto pessoas sedentárias de meia-idade podem ser afetadas.

Como diferenciar essa condição da artrose do quadril?

A artrose acomete a articulação coxofemoral, causando dor profunda na virilha, rigidez e limitação de amplitude articular. A inflamação da bursa causa dor mais superficial e lateral, sensibilidade focal no trocânter e piora ao deitar sobre o lado, sem alterações iniciais importantes na articulação.

Que exames ajudam no diagnóstico preciso?

O exame clínico com testes provocativos direciona o diagnóstico. Ultrassom é útil para avaliar bursa e tendões; radiografia exclui alterações ósseas; ressonância magnética detalha inflamação e lesões tendíneas. Uma infiltração diagnóstica com anestésico na bursa pode confirmar a fonte da dor.

Quais são os pilares do tratamento não cirúrgico?

Mudança de hábitos, aplicação de gelo, medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios quando indicado, e fisioterapia focalizando analgesia, liberação miofascial, fortalecimento dos glúteos médio e mínimo, treino de marcha e reeducação funcional. A reabilitação progressiva é essencial para retorno às atividades.

Quando analgésicos e anti-inflamatórios são úteis e quais são suas limitações?

A medicação ajuda no controle da dor aguda e na inflamação, permitindo adesão à fisioterapia. Não substitui reabilitação e apresenta limites em casos crônicos; uso prolongado deve ser avaliado por risco de efeitos adversos e eficácia decrescente.

Como age uma infiltração com corticoide e quando ela é indicada?

O corticoide reduz rapidamente a inflamação e alivia a dor em curto prazo. Indica-se quando o sintoma persiste apesar de medidas conservadoras e para facilitar a reabilitação. Deve-se usar com critério, por imagem guiada, e evitar repetições excessivas que possam prejudicar tendões.

O que é o tratamento com plasma rico em plaquetas (PRP) e quando considerar seu uso?

O PRP busca promover reparo tecidual por mediadores do plasma. Tem potencial de efeito mais duradouro sobre tendinopatia associada à bursa. Indica-se em casos crônicos ou quando se busca alternativa ao corticoide, sempre com orientação especializada e, preferencialmente, guiado por ultrassom.

Como escolher entre corticoide e PRP para infiltração na bursa trocantérica?

A escolha depende do quadro clínico: corticoide para alívio rápido e facilitar reabilitação; PRP para tentativa de reparo e benefício mais prolongado em tendinopatias crônicas. Considera-se histórico do paciente, riscos, objetivos terapêuticos e imagem da bursa e tendões.

A ultrassonografia guiada faz diferença nas infiltrações?

Sim. A orientação por ultrassom aumenta a precisão da injeção na bursa trocantérica e reduz riscos, além de permitir avaliação simultânea de tendões e presença de líquido bursal. Isso melhora eficácia e segurança do procedimento.

Quantas infiltrações são seguras e qual a frequência recomendada?

Não há número fixo; para corticoide recomenda-se limitar repetições e espaçar conforme resposta clínica para proteger tendões e bursa. PRP geralmente requer menos aplicações. A decisão é individualizada, considerando risco-benefício e acompanhamento clínico.

Quando considerar ondas de choque ou cirurgia?

Ondas de choque podem ser úteis em casos crônicos refratários à reabilitação e infiltrações. A cirurgia (bursectomia, alongamento da fáscia lata ou reparo tendíneo) está reservada para falha do tratamento conservador prolongado ou lesões tendíneas significativas confirmadas por imagem.

Como prevenir recorrências após o tratamento?

Ajustar hábitos de atividade, evitar impacto prolongado, fortalecer os músculos abdutores (glúteos médio e mínimo), corrigir desvios posturais e manter condicionamento físico. Adesão a orientações de fisioterapia reduz chance de recidiva.

Quanto tempo geralmente leva para melhorar com tratamento conservador?

A maioria dos casos responde ao tratamento não cirúrgico em semanas a poucos meses. A recuperação varia conforme duração dos sintomas, presença de tendinopatia e adesão à reabilitação.

Onde posso agendar avaliação especializada?

Agende uma consulta com a Dra. Camila Lobo, especialista em dor, neste link: https://form.respondi.app/IUmkgEkg. A avaliação clínica e imagem orientam a melhor estratégia terapêutica individualizada.
Dra. Camila Lobo - Latin American Pain Society

Dra. Camila Lobo

Especialista em Dor

Médica Intervencionista em Dor atuando nos melhores centros médicos de São Paulo e, atualmente, também em Belém.
Ministra cursos para auxiliar na formação de outros médicos (Neurocirurgiões, ortopedistas e anestesistas) na área do tratamento da Dor.
Dra Camila está constantemente contribuindo com palestras, congressos e publicações em livros e artigos.
Além disso, tem título Internacional junto ao Instituto Mundial da Dor, sendo a mulher mais jovem do mundo a obter o título mundial de intervenção em Dor guiado por Ultrassonografia. É integrante da diretoria da Sociedade Latino-Americana da Dor, além de integrar a Coordenação de comitês dentro da SBDE (Sociedade Brasileira para Estudo da Dor) e da LAPS (Sociedade Latino-Americana de Dor).

Dra. Camila Lobo - Latin American Pain Society

Dra. Camila Lobo

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Médica Intervencionista em Dor atuando nos melhores centros médicos de São Paulo e, atualmente, também em Belém.
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Dra Camila está constantemente contribuindo com palestras, congressos e publicações em livros e artigos.
Além disso, tem título Internacional junto ao Instituto Mundial da Dor, sendo a mulher mais jovem do mundo a obter o título mundial de intervenção em Dor guiado por Ultrassonografia. É integrante da diretoria da Sociedade Latino-Americana da Dor, além de integrar a Coordenação de comitês dentro da SBDE (Sociedade Brasileira para Estudo da Dor) e da LAPS (Sociedade Latino-Americana de Dor).

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